Soa o vento, bucólico sopro do leste,
Que nos busca, trazendo suas especiarias verdejantes,
Como um adeus das árvores ao suspiro meu que foge,
Das misteriosas danças noturnas
Num último tributo ao astro, as nuvens sorriem róseas,
E restam-me estros e mariposas, damas das flores,
Em cortejo, árias de saudade ao coquetel das cores,
Apoteose tétrica das invejosas da noite
E lamentos sob o luar soam, sigilosos dentre as sombras,
À lagoa quieta, espelho ao furor ébrio das fadas,
Desenham-se no céu ao pastoreio da gama,
Das paixões perdidas, paradoxo ao luar de sorrisos
Ressaca das dores, o apogeu de todos os olhares,
Das danças hipnotizantes, dos aromas ao orvalho,
Consolação ao sorriso dos cantantes, delirantes,
Troantes flamas à nostalgia que enseja, o dobrar dos sinos
Como das árias aos ecos da solicitude às minhas paixões