domingo, 14 de março de 2010

Dias tediosos de Janeiro, domingo ou verão,
O início o meio e o fim de uma história normal,
Se repete como um recital de quatro paredes,
Leigo puro aos garranchos que a vida lhe confere,
Em tão visíveis linhas de equidade virgem,
Das lágrimas imunes ao claustro, desejo de meus medos

Caprichos pretensiosos aos olhos detém a raridade
Das borboletas que fogem de suas amadas flores, e embalam-me
Num turbilhão de cores tais as que os teus olhos me mostram,
Do coração que vacila ébrio, ao aroma que teus cabelos exalam,
E tornam meus passos sonhadores ao calor que teu corpo me rouba,
E expira-me o ar, inspiradores aos meus pensamentos, teus vassalos

Para quando cruzar meu caminho,
Mesmo que em soberba de minha imaginação,
Eu puder saborear este viciante prelúdio à loucura de amar