Ando e busco, a que pouse em mim, dito o refugio,
Nas veredas, apoteose da verve às alcovas,
Voando ao lusco, fusco a que preza o rito, por corolário,
Trôpega ao risco, cega ao que reze ao mito,
Sombrio nefasto, leigo a que jaze inóspito
E abro os olhos
Ardo em súpito, em que ouse a mim cântico,
O fogo, púlpito a riste, lábaro a que desponte diste, irônico,
Em psicodélico redemoinho ébano, fado tirânico
Estro em que acordo, arpejo insólito, do trovador infausto,
Arauto ao logro da verve, sonho estrépito,
À contradição de minha existência