Pulsos de sangue sujo brotam-lhe dos olhos,
Palavras não mais significam do que breves tremidos em teus lábios secos,
Saindo de sua boca em agonia sufocada, da alma sedenta e gritante em teus olhos ocos
Teu coração só não descansa para sustentar esse peso infame,
Teus olhos só não se fecham para refletir esse leso infante,
Paralítico pensante,
Tuas pernas só não tropeçam para rumar nesse coeso delirante,
Homicídio gradual de todos,
Tua vida só não termina para se aglomerar a esse montante,
Mundo de todos que são desse mundo
Claustro do sou mais um nas alegorias das cavernas,
Esquecido das sombras que o cercam,
Ignorante às projeções que o tentam,
A esquecer de si mesmo,
A ignorar a si mesmo,
A buscar ao si mesmo,
Além do mundo que tentas pintar sobre o cinza de uma pedra,
E libertai, ao menos em sonho,
Para ter o direito de pelo menos às quimeras dedicar o céu sobre sua cabeça,
Mundo para todos que fogem desse mundo de todos, imundo