quinta-feira, 4 de março de 2010

Em farrapos, descanso inerte,
O desabrigo causa a dissimulada vontade vindoura,
O próximo gole à insipiência de meu bem querer

A rascante dúvida, jogada ao mausoléu de meu caráter,
E me sobram apenas palavras escritas num resto de papel,
Amassado seja, e jogado ao lixo como honra maior

E o trago das ilusões que me fadam,
A ficar sobre os restos do chão,
A ser o que antes poderia ser melhor, sorrisos passados

O dissimulado abandono de meus pensamentos
Às palavras mortas num pedaço de parede, para a vergonha de minhas mãos,
A vergonha que no passado reside, à ignorância que o presente me prende

A ignorância, escrita às parede em minhas costas, que nada entendem
O último gole infausto ao fenecer de minhas palavras,
Escritas num pedaço de parede

E um dia, ao gole venenoso da ignorância há alguém a preferir,
Ás paredes que tentam dizer, pensamentos que um dia nasceram,
Que nas palavras não encontraram limites, distante ao morto caráter
Deste eu esfarrapado, escrito apenas em palavras, feliz à condição que o apodrece,
Jogado ao lixo que o honra

E eu espero que não seja você