Ao breu de minha célebre ignorância,
Despejo lâminas a rasgar o véu tão desejável,
À tu nua e pura insipiência, dama das profundezas,
Fraqueza aos pensares, incumbência aos pesares,
De perceber-se neste ignóbil mundo de súplicas,
E levantar-se deste inglório mundo de quimeras,
Fluente a nós desconhecidos, imundos de paixões,
Das loucuras profanas à razão que nos insiste,
Das troces que restam a tu, da sábia irracionalidade de viver
Ao caos de simplesmente não saber,
De nada, até que o sonhar nos prove o contrário
domingo, 28 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Tango
A última despedida aos ventos do porto,
Paixão póstuma às ruas de amores,
Aos bailantes, próximo truque do mestre das dores,
O vinho derramado aos seus pés, como a dança de ardores,
À mim, tão próximos passos ao bailar dos ventos, de rancores,
Míticos aos hiperbólicos, ouvintes às cores, cegos lunáticos,
Dos mestres das dores, cantantes à música sem flores,
Versos atores, suspiro desafinante às palavras incólumes,
Poemas insones, ao porto das danças incolores,
Dos suspiros de amores, do mestre dos favores
De te amar
A última despedida aos ventos do porto,
Paixão póstuma às ruas de amores,
Aos bailantes, próximo truque do mestre das dores,
O vinho derramado aos seus pés, como a dança de ardores,
À mim, tão próximos passos ao bailar dos ventos, de rancores,
Míticos aos hiperbólicos, ouvintes às cores, cegos lunáticos,
Dos mestres das dores, cantantes à música sem flores,
Versos atores, suspiro desafinante às palavras incólumes,
Poemas insones, ao porto das danças incolores,
Dos suspiros de amores, do mestre dos favores
De te amar
quarta-feira, 24 de março de 2010
Numas ruas de março, de tortos ladrilhos ranzinzas,
Meus passos, filhos da boemia vacilante de poesias,
Temem o último suspiro à tua contemplação,
À tua janela, mórbido anteparo de mim,
Meus passos, exímios vacilantes,
Tremem ao único gole à inebries de você
Numa noite de nuvens cinzas,
Deixai-me desfrutar de teus olhos,
Fruto perdido ao vão de meus vacilos,
Ao teu rosto nostálgicos, os poemas tardios
Ao teu sorriso, verso atrevido ao vazio de meus ladrilhos, poemas vadios,
A suposta cura inefável, teu luar aos meus suspiros, versos insóbrios,
E embriagarei-me de ti
Meus passos, filhos da boemia vacilante de poesias,
Temem o último suspiro à tua contemplação,
À tua janela, mórbido anteparo de mim,
Meus passos, exímios vacilantes,
Tremem ao único gole à inebries de você
Numa noite de nuvens cinzas,
Deixai-me desfrutar de teus olhos,
Fruto perdido ao vão de meus vacilos,
Ao teu rosto nostálgicos, os poemas tardios
Ao teu sorriso, verso atrevido ao vazio de meus ladrilhos, poemas vadios,
A suposta cura inefável, teu luar aos meus suspiros, versos insóbrios,
E embriagarei-me de ti
segunda-feira, 22 de março de 2010
Soa o vento, bucólico sopro do leste,
Que nos busca, trazendo suas especiarias verdejantes,
Como um adeus das árvores ao suspiro meu que foge,
Das misteriosas danças noturnas
Num último tributo ao astro, as nuvens sorriem róseas,
E restam-me estros e mariposas, damas das flores,
Em cortejo, árias de saudade ao coquetel das cores,
Apoteose tétrica das invejosas da noite
E lamentos sob o luar soam, sigilosos dentre as sombras,
À lagoa quieta, espelho ao furor ébrio das fadas,
Desenham-se no céu ao pastoreio da gama,
Das paixões perdidas, paradoxo ao luar de sorrisos
Ressaca das dores, o apogeu de todos os olhares,
Das danças hipnotizantes, dos aromas ao orvalho,
Consolação ao sorriso dos cantantes, delirantes,
Troantes flamas à nostalgia que enseja, o dobrar dos sinos
Como das árias aos ecos da solicitude às minhas paixões
Que nos busca, trazendo suas especiarias verdejantes,
Como um adeus das árvores ao suspiro meu que foge,
Das misteriosas danças noturnas
Num último tributo ao astro, as nuvens sorriem róseas,
E restam-me estros e mariposas, damas das flores,
Em cortejo, árias de saudade ao coquetel das cores,
Apoteose tétrica das invejosas da noite
E lamentos sob o luar soam, sigilosos dentre as sombras,
À lagoa quieta, espelho ao furor ébrio das fadas,
Desenham-se no céu ao pastoreio da gama,
Das paixões perdidas, paradoxo ao luar de sorrisos
Ressaca das dores, o apogeu de todos os olhares,
Das danças hipnotizantes, dos aromas ao orvalho,
Consolação ao sorriso dos cantantes, delirantes,
Troantes flamas à nostalgia que enseja, o dobrar dos sinos
Como das árias aos ecos da solicitude às minhas paixões
sábado, 20 de março de 2010
Se eu fosse um músico,
Dedilharia em meus dedos as nuvens que correm no céu,
Recitaria meus segredos aos homens que dormem no breu
Se eu fosse um pássaro,
Perseguiria com minhas asas o sol que se esconde,
Cantaria ao vento a música desconhecida aos homens
Se eu fosse uma nuvem,
Choraria por tudo aquilo que insiste em ser,
Choraria pelo que o homem é por querer se tornar
Se eu fosse uma árvore,
Afloraria à nostalgia dos tempos, arte remota,
Sombrearia um louco que ainda visse em mim a materna reflexão
Se eu fosse uma montanha,
Declamaria a voz da terra, aos cegos, mudos e surdos, hommo sapiens
Seria um atalho ao céu, apoteose aos loucos olhos de quem se curou
Se eu fosse um cego,
Me apaixonaria à luz, quando descobrisse que eu sou ela,
E iluminaria ao caminho, que todos os olhos devem seguir
Se eu fosse o caminho,
Me perderia de amores, aos amores que tentam guiar em mim,
Essa primavera eterna de ardores, veemência às dores
Se eu fosse a primavera,
Com flores presenteava aos que ao vento se esperançam,
Com saudade inflava aos amores, que ao leito florido descançam
Se eu fosse só um humano,
Às flores buscava, únicas em tremenda simpatia à pluralidade minha,
Debaixo do céu descansava, e dormia até que o sonho me revelasse,
Se eu fosse um sonho,
Aos homens ensinava a poesia de amar, apaixonadamente,
Em caminhos de inverno, nuvens ou cegueira, caminho infalível ao poeta
Cara fantasia,
Sou um perdido em tua verve, hipocondríaco, mas não sou um
Ensaiador à cegueira, meu breu preferível à morte
Se eu fosse um poeta,
Me embriagava às dores da fantasia, luz de mim que me desencaminha,
Caminho da perdição, nos amores, atalho ao louco de mim que procura o céu,
E se apaixona antes de encontrá-lo,
E encontra-o antes de cantá-la, a paixão que me leva
A ser mais do que só um ser humano,
E a poesia se torna o céu, antes que o caminho da perdição de amar
Leve-me e esqueça-me
Dedilharia em meus dedos as nuvens que correm no céu,
Recitaria meus segredos aos homens que dormem no breu
Se eu fosse um pássaro,
Perseguiria com minhas asas o sol que se esconde,
Cantaria ao vento a música desconhecida aos homens
Se eu fosse uma nuvem,
Choraria por tudo aquilo que insiste em ser,
Choraria pelo que o homem é por querer se tornar
Se eu fosse uma árvore,
Afloraria à nostalgia dos tempos, arte remota,
Sombrearia um louco que ainda visse em mim a materna reflexão
Se eu fosse uma montanha,
Declamaria a voz da terra, aos cegos, mudos e surdos, hommo sapiens
Seria um atalho ao céu, apoteose aos loucos olhos de quem se curou
Se eu fosse um cego,
Me apaixonaria à luz, quando descobrisse que eu sou ela,
E iluminaria ao caminho, que todos os olhos devem seguir
Se eu fosse o caminho,
Me perderia de amores, aos amores que tentam guiar em mim,
Essa primavera eterna de ardores, veemência às dores
Se eu fosse a primavera,
Com flores presenteava aos que ao vento se esperançam,
Com saudade inflava aos amores, que ao leito florido descançam
Se eu fosse só um humano,
Às flores buscava, únicas em tremenda simpatia à pluralidade minha,
Debaixo do céu descansava, e dormia até que o sonho me revelasse,
Se eu fosse um sonho,
Aos homens ensinava a poesia de amar, apaixonadamente,
Em caminhos de inverno, nuvens ou cegueira, caminho infalível ao poeta
Cara fantasia,
Sou um perdido em tua verve, hipocondríaco, mas não sou um
Ensaiador à cegueira, meu breu preferível à morte
Se eu fosse um poeta,
Me embriagava às dores da fantasia, luz de mim que me desencaminha,
Caminho da perdição, nos amores, atalho ao louco de mim que procura o céu,
E se apaixona antes de encontrá-lo,
E encontra-o antes de cantá-la, a paixão que me leva
A ser mais do que só um ser humano,
E a poesia se torna o céu, antes que o caminho da perdição de amar
Leve-me e esqueça-me
quinta-feira, 18 de março de 2010
Sobre a paixão, poupo esse desajuste que há em mim. Sobre mim, que a paixão não poupa, que me faz tragar a refeição de todos os dias como se fosse a dor inerente. O meu alimento propriamente dito, a droga pura e mais viciante. O engolir da lâmina que me fere. E sangro enquanto vivo, e me engolfo absorto na embriagues estapafúrdia de meu sangue.
Sobre mim não os poupo. Porque eu não me entendo. Porque meus versos não são mais que uma anestesia à esse apêndice, que carrego curvado sob o peso em minhas costas. Porque ser apaixonado é irresponsável, é me degenerar até que a carne exposta de minha pele sofra ao mundo, imundo dos homens, ao tempo, perdurador dessa fantástica dor. Sou fanático por ela, e morrerei apenas quando esta paixão acabar. Os anos a mais nada significarão. Os meus atos além dela se tornarão triviais, e a minha vida terá sentido quando meu corpo se desvanecer junto a ela, a paixão, que se elevará como uma lembrança nostálgica ao mundo que já conheceu o amor. O amor, se me restar morrer por ele, que o seja. Mas restam ainda paixões dignas de minha contraditória existência. E descobri que quero viver por elas. E quando houver a reciprocidade de outrem à essa dor, haverá de se tornar esse precipício, gigantesco, o magnífico fim, a grandiosa mágica de sentir a plenitude de viver, a apoteose às perduráveis dúvidas e súplicas de nós meros mortais, e não farão mais diferença, meros pesadelos ou céus e o infinito.
E vou me reconstruindo de amores.
Sobre mim não os poupo. Porque eu não me entendo. Porque meus versos não são mais que uma anestesia à esse apêndice, que carrego curvado sob o peso em minhas costas. Porque ser apaixonado é irresponsável, é me degenerar até que a carne exposta de minha pele sofra ao mundo, imundo dos homens, ao tempo, perdurador dessa fantástica dor. Sou fanático por ela, e morrerei apenas quando esta paixão acabar. Os anos a mais nada significarão. Os meus atos além dela se tornarão triviais, e a minha vida terá sentido quando meu corpo se desvanecer junto a ela, a paixão, que se elevará como uma lembrança nostálgica ao mundo que já conheceu o amor. O amor, se me restar morrer por ele, que o seja. Mas restam ainda paixões dignas de minha contraditória existência. E descobri que quero viver por elas. E quando houver a reciprocidade de outrem à essa dor, haverá de se tornar esse precipício, gigantesco, o magnífico fim, a grandiosa mágica de sentir a plenitude de viver, a apoteose às perduráveis dúvidas e súplicas de nós meros mortais, e não farão mais diferença, meros pesadelos ou céus e o infinito.
E vou me reconstruindo de amores.
Ando e busco, a que pouse em mim, dito o refugio,
Nas veredas, apoteose da verve às alcovas,
Voando ao lusco, fusco a que preza o rito, por corolário,
Trôpega ao risco, cega ao que reze ao mito,
Sombrio nefasto, leigo a que jaze inóspito
E abro os olhos
Ardo em súpito, em que ouse a mim cântico,
O fogo, púlpito a riste, lábaro a que desponte diste, irônico,
Em psicodélico redemoinho ébano, fado tirânico
Estro em que acordo, arpejo insólito, do trovador infausto,
Arauto ao logro da verve, sonho estrépito,
À contradição de minha existência
Nas veredas, apoteose da verve às alcovas,
Voando ao lusco, fusco a que preza o rito, por corolário,
Trôpega ao risco, cega ao que reze ao mito,
Sombrio nefasto, leigo a que jaze inóspito
E abro os olhos
Ardo em súpito, em que ouse a mim cântico,
O fogo, púlpito a riste, lábaro a que desponte diste, irônico,
Em psicodélico redemoinho ébano, fado tirânico
Estro em que acordo, arpejo insólito, do trovador infausto,
Arauto ao logro da verve, sonho estrépito,
À contradição de minha existência
terça-feira, 16 de março de 2010
Ao sono irrompe a mais bela manhã,
Os pássaros cantam, tão inocentes,
Em tributo ao dia vindouro, mas eu hei de esquecê-los,
Cantante ou mais, em minha mente invadida por ti
Persegue-me tu, amável aos cantos que vou,
Apaziguante às chamas, e falho, egoísta,
De não te querer ao mundo que pertences,
De sonhá-la à sorte dos que te cercam
E o meu coração queima!
Quando me aquietar o espírito, não terei mais dúvida,
E me sussurre que o dia não mais será sem tu,
Nos sonhos e aos cantos que o mundo nos deu
E me restará apenas te perder,
Mas enquanto eu andar sob este céu,
Só me restará dedicar a ti o meu coração, teu reflexo em mim,
E te oferecer o mundo, prova dos meus sonhos de você
Os pássaros cantam, tão inocentes,
Em tributo ao dia vindouro, mas eu hei de esquecê-los,
Cantante ou mais, em minha mente invadida por ti
Persegue-me tu, amável aos cantos que vou,
Apaziguante às chamas, e falho, egoísta,
De não te querer ao mundo que pertences,
De sonhá-la à sorte dos que te cercam
E o meu coração queima!
Quando me aquietar o espírito, não terei mais dúvida,
E me sussurre que o dia não mais será sem tu,
Nos sonhos e aos cantos que o mundo nos deu
E me restará apenas te perder,
Mas enquanto eu andar sob este céu,
Só me restará dedicar a ti o meu coração, teu reflexo em mim,
E te oferecer o mundo, prova dos meus sonhos de você
domingo, 14 de março de 2010
Dias tediosos de Janeiro, domingo ou verão,
O início o meio e o fim de uma história normal,
Se repete como um recital de quatro paredes,
Leigo puro aos garranchos que a vida lhe confere,
Em tão visíveis linhas de equidade virgem,
Das lágrimas imunes ao claustro, desejo de meus medos
Caprichos pretensiosos aos olhos detém a raridade
Das borboletas que fogem de suas amadas flores, e embalam-me
Num turbilhão de cores tais as que os teus olhos me mostram,
Do coração que vacila ébrio, ao aroma que teus cabelos exalam,
E tornam meus passos sonhadores ao calor que teu corpo me rouba,
E expira-me o ar, inspiradores aos meus pensamentos, teus vassalos
Para quando cruzar meu caminho,
Mesmo que em soberba de minha imaginação,
Eu puder saborear este viciante prelúdio à loucura de amar
O início o meio e o fim de uma história normal,
Se repete como um recital de quatro paredes,
Leigo puro aos garranchos que a vida lhe confere,
Em tão visíveis linhas de equidade virgem,
Das lágrimas imunes ao claustro, desejo de meus medos
Caprichos pretensiosos aos olhos detém a raridade
Das borboletas que fogem de suas amadas flores, e embalam-me
Num turbilhão de cores tais as que os teus olhos me mostram,
Do coração que vacila ébrio, ao aroma que teus cabelos exalam,
E tornam meus passos sonhadores ao calor que teu corpo me rouba,
E expira-me o ar, inspiradores aos meus pensamentos, teus vassalos
Para quando cruzar meu caminho,
Mesmo que em soberba de minha imaginação,
Eu puder saborear este viciante prelúdio à loucura de amar
sábado, 13 de março de 2010
Entra em meu peito tal uma faca afiada,
A derramar ao chão toscos momentos de meu imbróglio bel-prazer,
A debulhar-me ao pranto que me foi evitado à prova de falsos moralismos,
E restar-me apenas as cascas do fruto que tanto temi, nascido de mim próprio,
Conquistado à proa do que me leva a nada, quando olhar para trás é o melhor a fazer,
Quando o tempo me emburrece, por roer, e só, a casca dura e ácida do fruto de mim,
Reduto de meu ardor, essência de meu ser, a vontade em si de seguir o que amo
A casca, essência da realidade, ácido purgo à imaginação, globo moralista ao meu ego,
Odeio e queimo, a partir de agora,
Esse punhal homicida de mim
A derramar ao chão toscos momentos de meu imbróglio bel-prazer,
A debulhar-me ao pranto que me foi evitado à prova de falsos moralismos,
E restar-me apenas as cascas do fruto que tanto temi, nascido de mim próprio,
Conquistado à proa do que me leva a nada, quando olhar para trás é o melhor a fazer,
Quando o tempo me emburrece, por roer, e só, a casca dura e ácida do fruto de mim,
Reduto de meu ardor, essência de meu ser, a vontade em si de seguir o que amo
A casca, essência da realidade, ácido purgo à imaginação, globo moralista ao meu ego,
Odeio e queimo, a partir de agora,
Esse punhal homicida de mim
terça-feira, 9 de março de 2010
Ao que me dista de tu, o melancólico repugno de meu coração,
Nostálgico às perduráveis fantasias,
Viventes em mim, que antes sonhava,
No eu, protagonista hipocondríaco do frágil porvir,
Ao pejoro do querubim que me feriu,
E abandonou à custa latente da dor, a pior maléfica às quimeras,
Ofensa ao rútilo da ferida que é não te ver em mim,
No coração que eu lhe dei, recluso às batidas que hei,
De dedicar pra ti, de esperar no meu peito carente de tu
Nostálgico às perduráveis fantasias,
Viventes em mim, que antes sonhava,
No eu, protagonista hipocondríaco do frágil porvir,
Ao pejoro do querubim que me feriu,
E abandonou à custa latente da dor, a pior maléfica às quimeras,
Ofensa ao rútilo da ferida que é não te ver em mim,
No coração que eu lhe dei, recluso às batidas que hei,
De dedicar pra ti, de esperar no meu peito carente de tu
sábado, 6 de março de 2010
Quando as coisas tão simples eram a essência de minhas preocupações,
Quando a incumbências das coisas passavam por cima de mim, despercebidas,
Porque não se precisava entender, porque não se precisava entreter,
O mundo tão simples e pequeno distante da realidade da TV,
Encontrava a beleza das coisas em elas mesmas,
Refletia a tristeza das coisas em fértil imaginante, em mim mesmo mirabolante,
Tudo podia nessa dimensão beligerante, aos erros dos que se dizem experientes,
Tão fáceis de resolver,
Por que imaginação é mais importante do que conhecer,
Incorpórea ilimitável à cômoda realidade
Quando a incumbências das coisas passavam por cima de mim, despercebidas,
Porque não se precisava entender, porque não se precisava entreter,
O mundo tão simples e pequeno distante da realidade da TV,
Encontrava a beleza das coisas em elas mesmas,
Refletia a tristeza das coisas em fértil imaginante, em mim mesmo mirabolante,
Tudo podia nessa dimensão beligerante, aos erros dos que se dizem experientes,
Tão fáceis de resolver,
Por que imaginação é mais importante do que conhecer,
Incorpórea ilimitável à cômoda realidade
Pulsos de sangue sujo brotam-lhe dos olhos,
Palavras não mais significam do que breves tremidos em teus lábios secos,
Saindo de sua boca em agonia sufocada, da alma sedenta e gritante em teus olhos ocos
Teu coração só não descansa para sustentar esse peso infame,
Teus olhos só não se fecham para refletir esse leso infante,
Paralítico pensante,
Tuas pernas só não tropeçam para rumar nesse coeso delirante,
Homicídio gradual de todos,
Tua vida só não termina para se aglomerar a esse montante,
Mundo de todos que são desse mundo
Claustro do sou mais um nas alegorias das cavernas,
Esquecido das sombras que o cercam,
Ignorante às projeções que o tentam,
A esquecer de si mesmo,
A ignorar a si mesmo,
A buscar ao si mesmo,
Além do mundo que tentas pintar sobre o cinza de uma pedra,
E libertai, ao menos em sonho,
Para ter o direito de pelo menos às quimeras dedicar o céu sobre sua cabeça,
Mundo para todos que fogem desse mundo de todos, imundo
Palavras não mais significam do que breves tremidos em teus lábios secos,
Saindo de sua boca em agonia sufocada, da alma sedenta e gritante em teus olhos ocos
Teu coração só não descansa para sustentar esse peso infame,
Teus olhos só não se fecham para refletir esse leso infante,
Paralítico pensante,
Tuas pernas só não tropeçam para rumar nesse coeso delirante,
Homicídio gradual de todos,
Tua vida só não termina para se aglomerar a esse montante,
Mundo de todos que são desse mundo
Claustro do sou mais um nas alegorias das cavernas,
Esquecido das sombras que o cercam,
Ignorante às projeções que o tentam,
A esquecer de si mesmo,
A ignorar a si mesmo,
A buscar ao si mesmo,
Além do mundo que tentas pintar sobre o cinza de uma pedra,
E libertai, ao menos em sonho,
Para ter o direito de pelo menos às quimeras dedicar o céu sobre sua cabeça,
Mundo para todos que fogem desse mundo de todos, imundo
quinta-feira, 4 de março de 2010
Em farrapos, descanso inerte,
O desabrigo causa a dissimulada vontade vindoura,
O próximo gole à insipiência de meu bem querer
A rascante dúvida, jogada ao mausoléu de meu caráter,
E me sobram apenas palavras escritas num resto de papel,
Amassado seja, e jogado ao lixo como honra maior
E o trago das ilusões que me fadam,
A ficar sobre os restos do chão,
A ser o que antes poderia ser melhor, sorrisos passados
O dissimulado abandono de meus pensamentos
Às palavras mortas num pedaço de parede, para a vergonha de minhas mãos,
A vergonha que no passado reside, à ignorância que o presente me prende
A ignorância, escrita às parede em minhas costas, que nada entendem
O último gole infausto ao fenecer de minhas palavras,
Escritas num pedaço de parede
E um dia, ao gole venenoso da ignorância há alguém a preferir,
Ás paredes que tentam dizer, pensamentos que um dia nasceram,
Que nas palavras não encontraram limites, distante ao morto caráter
Deste eu esfarrapado, escrito apenas em palavras, feliz à condição que o apodrece,
Jogado ao lixo que o honra
E eu espero que não seja você
O desabrigo causa a dissimulada vontade vindoura,
O próximo gole à insipiência de meu bem querer
A rascante dúvida, jogada ao mausoléu de meu caráter,
E me sobram apenas palavras escritas num resto de papel,
Amassado seja, e jogado ao lixo como honra maior
E o trago das ilusões que me fadam,
A ficar sobre os restos do chão,
A ser o que antes poderia ser melhor, sorrisos passados
O dissimulado abandono de meus pensamentos
Às palavras mortas num pedaço de parede, para a vergonha de minhas mãos,
A vergonha que no passado reside, à ignorância que o presente me prende
A ignorância, escrita às parede em minhas costas, que nada entendem
O último gole infausto ao fenecer de minhas palavras,
Escritas num pedaço de parede
E um dia, ao gole venenoso da ignorância há alguém a preferir,
Ás paredes que tentam dizer, pensamentos que um dia nasceram,
Que nas palavras não encontraram limites, distante ao morto caráter
Deste eu esfarrapado, escrito apenas em palavras, feliz à condição que o apodrece,
Jogado ao lixo que o honra
E eu espero que não seja você
terça-feira, 2 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Que abaixo de mim corra gigante e indiferente
Sobre a veia a correr, o despedaço de mim,
Então que toque a discórdia, suave afago a mim esfarrapa,
Nesse rumo sem rumo, a olhar para trás, às veias a correr,
E desaparece, litiga aos braços meus que não alcançam,
Ululante à dor que fica, que não desaparece borbulhante
Que dentro de mim ecoa, imponente,
Sob a vela a desbravar, o reencontro de mim,
Então que urja, vontade de potência, grito de minha quimera,
Nessa realidade irreal, a fechar os olhos, às veias correntes,
E desapareço, intrínseco, aos braços meus que não precisam alcançar,
Ultrajante à dor que fica, a realidade, que morre num moribundo borbulhar
Sobre a veia a correr, o despedaço de mim,
Então que toque a discórdia, suave afago a mim esfarrapa,
Nesse rumo sem rumo, a olhar para trás, às veias a correr,
E desaparece, litiga aos braços meus que não alcançam,
Ululante à dor que fica, que não desaparece borbulhante
Que dentro de mim ecoa, imponente,
Sob a vela a desbravar, o reencontro de mim,
Então que urja, vontade de potência, grito de minha quimera,
Nessa realidade irreal, a fechar os olhos, às veias correntes,
E desapareço, intrínseco, aos braços meus que não precisam alcançar,
Ultrajante à dor que fica, a realidade, que morre num moribundo borbulhar
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