Em filosofia profunda à minha loucura raiz,
Com um copo, em restos da anteveja teoria,
Com traços de álcool e braços que agarram tal nostalgia,
Tropeça e ao vento solidário de mais um dia, prediz,
Um brinde ao passado, presente e futuro em boemia,
Paixão alucinada, à viagem a que de teoria motriz,
Em um sentido e no outro, ao sonhos de nossa filosofia,
Em uma alegria e nas outras, ao alcance, agora e sempre
Na felicidade de mais uma boemia
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Novamente amanhece, ventos tristes vem e vão,
Batem em meu rosto, esquecidas manhãs de verão,
Hão de em mim irradiar, prostro que ao crepúsculo aninha
Muitos invernos, castro ao que até a fome definha, e mendiga,
Morte, claustro à desejo caro aos que em alforria, em morte
Que sorte! gastro em recejo claro à podridão de minha agonia,
Que sobe, rastro ao almejo raro da razão à lá sofia,
Última lágrima às dores que te custe, que ao mudo choro acalenta e a embuste
Pedestal, a lástima que te reste, dos invernos a que te preste, funesto,
Sepulcro à que pouse, ao sorriso em que encerra, celeste à que repouse,
Ultima lágrima a que da manhã tirou-se, luar mudo ao choro que a alvorada almejou-se
Profanais, e percebo-te, dúvida, imperdoável seja,
Esqueçais tal promessa, que à vida enseja,
Aliviais, e descanse, há que à morte almeja,
Á tua insignificância, sob celestial que esbraveja,
Acima de tal cinza, há de brilhar sol que ruge,
Dentre cinzas e brumas, há de brotar ao que urge
Entre nuvens e mil trovões, brisa lunar ao que surge,
Ária noturna, do trovador carente ao canto, a que rege,
Inefável natureza do amor, complacente ao pranto em que tinje,
Cor da rosa à la esfinge, serenata muda à dama que tange,
Noturno cortejo ao nascente, mil gracejos à que lhe contente,
Sorriso resplandecente, da dúvida a que não mais se recente
Deste enigma hiperbólico, à desleixo de minha perdurável cicatriz,
Não mais em medo, de retórico segredo, inefável, de meus poemas matriz,
Verdadeira chave do paradigma, amor em pétalas de rosa verniz,
Perdido ao fundo abismo da insignificância, que em sabedoria prediz
Ao amor em imprescindível latência, fruto da vida e a ela geratriz
Como ao universo, e minha enigmática existência, ao todo, de inverno atriz
Batem em meu rosto, esquecidas manhãs de verão,
Hão de em mim irradiar, prostro que ao crepúsculo aninha
Muitos invernos, castro ao que até a fome definha, e mendiga,
Morte, claustro à desejo caro aos que em alforria, em morte
Que sorte! gastro em recejo claro à podridão de minha agonia,
Que sobe, rastro ao almejo raro da razão à lá sofia,
Última lágrima às dores que te custe, que ao mudo choro acalenta e a embuste
Pedestal, a lástima que te reste, dos invernos a que te preste, funesto,
Sepulcro à que pouse, ao sorriso em que encerra, celeste à que repouse,
Ultima lágrima a que da manhã tirou-se, luar mudo ao choro que a alvorada almejou-se
Profanais, e percebo-te, dúvida, imperdoável seja,
Esqueçais tal promessa, que à vida enseja,
Aliviais, e descanse, há que à morte almeja,
Á tua insignificância, sob celestial que esbraveja,
Acima de tal cinza, há de brilhar sol que ruge,
Dentre cinzas e brumas, há de brotar ao que urge
Entre nuvens e mil trovões, brisa lunar ao que surge,
Ária noturna, do trovador carente ao canto, a que rege,
Inefável natureza do amor, complacente ao pranto em que tinje,
Cor da rosa à la esfinge, serenata muda à dama que tange,
Noturno cortejo ao nascente, mil gracejos à que lhe contente,
Sorriso resplandecente, da dúvida a que não mais se recente
Deste enigma hiperbólico, à desleixo de minha perdurável cicatriz,
Não mais em medo, de retórico segredo, inefável, de meus poemas matriz,
Verdadeira chave do paradigma, amor em pétalas de rosa verniz,
Perdido ao fundo abismo da insignificância, que em sabedoria prediz
Ao amor em imprescindível latência, fruto da vida e a ela geratriz
Como ao universo, e minha enigmática existência, ao todo, de inverno atriz
A chama de uma vela,
Clama-me, à luz infame,
Chama em ritual cintilante,
Envolve e deseja-me,
Derrete-se toda dançante,
Em mim queima, ardente
A chama de tal vela,
Inflama, em luz flama,
Flâmula discreta em pecado,
Ardor, secretamente o reduto,
Aclamadora dos meus anseios,
Frágil redoma aos devaneios
A chama de tua vela,
Alheia em sua delicadeza,
Explana, à minha rudeza,
Panaceia de minha fraqueza,
E trucida minha chama,
Ao tempo, seio de minha clama
A chama de minha vela,
Berço da semente indolente,
Bendita do fruto, trágico,
Vicioso adorno insolente,
De flama, lâmina do carrasco
Ao tempo, minha inerente
A chama que tu vela,
Abortada, que chora
Lágrimas inertes,
Infaustas inerentes,
Em seio de minha clama,
Lamentos, da alma que enseja
O carrasco que ao amor reclama,
Da paixão que não mais flameja
Clama-me, à luz infame,
Chama em ritual cintilante,
Envolve e deseja-me,
Derrete-se toda dançante,
Em mim queima, ardente
A chama de tal vela,
Inflama, em luz flama,
Flâmula discreta em pecado,
Ardor, secretamente o reduto,
Aclamadora dos meus anseios,
Frágil redoma aos devaneios
A chama de tua vela,
Alheia em sua delicadeza,
Explana, à minha rudeza,
Panaceia de minha fraqueza,
E trucida minha chama,
Ao tempo, seio de minha clama
A chama de minha vela,
Berço da semente indolente,
Bendita do fruto, trágico,
Vicioso adorno insolente,
De flama, lâmina do carrasco
Ao tempo, minha inerente
A chama que tu vela,
Abortada, que chora
Lágrimas inertes,
Infaustas inerentes,
Em seio de minha clama,
Lamentos, da alma que enseja
O carrasco que ao amor reclama,
Da paixão que não mais flameja
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
À savana infinita, utópica,
Três em mãos dadas, insistentes,
No quadrado de um sonho, savanesco,
Benfazeja fantasia, típica,
De savanesco finito, sustentes
Esse pesar mudo, grotesco,
De estátua apagada e mística.
Censitária vontade, rústica,
Teu semblante, à moda, fraquejado,
Em deserto de ideias secas
De persistência cega, frenética
No apelo ao passado, enterrado,
Sob por do sol e sombras tortas
Barrete Frígio, definhante,
Em cabeça, à moda suplicante
Em cabeça de três insistentes,
Estátuas fantasiantes,
À moda mística, mendicante,
De tua ignorância ultrajante
Savanesco, levante
Cuspa nessa boca que lhe beija,
Escarre nessa sombra que te peleja,
Queime esse pincípio que o ultraja,
Resguarde esse precipício que o afoga
Em Ilha da Perfeição, à moda de Utopia,
Só lhe falta a moda de democracia
Três em mãos dadas, insistentes,
No quadrado de um sonho, savanesco,
Benfazeja fantasia, típica,
De savanesco finito, sustentes
Esse pesar mudo, grotesco,
De estátua apagada e mística.
Censitária vontade, rústica,
Teu semblante, à moda, fraquejado,
Em deserto de ideias secas
De persistência cega, frenética
No apelo ao passado, enterrado,
Sob por do sol e sombras tortas
Barrete Frígio, definhante,
Em cabeça, à moda suplicante
Em cabeça de três insistentes,
Estátuas fantasiantes,
À moda mística, mendicante,
De tua ignorância ultrajante
Savanesco, levante
Cuspa nessa boca que lhe beija,
Escarre nessa sombra que te peleja,
Queime esse pincípio que o ultraja,
Resguarde esse precipício que o afoga
Em Ilha da Perfeição, à moda de Utopia,
Só lhe falta a moda de democracia
domingo, 6 de dezembro de 2009
A chuva crava em face,
Face de terra, face de meu leito,
Engasta melodias, acomoda-se
À superfície seca de meu pleito
Litígio de minhas controvérsias,
Preciosas pedras,
Sinistras em meu peito,
Traçantes em meus pesadelos,
Celestiais cortantes à eito,
Bestiais burbúrios afiados,
Ferem a contestação postergada,
Dissimulada, de sonhos inventados,
Talham-a, que jaz petrificada,
Litigosa, pacificada,
E brotam à face, deflagrada
Bestial combusto, controverso
Em minha face, possessa
De meus versos, controversa
De demônios, contra os versos
No colosso, de meus versos
E acordo, glorificado
Face de terra, face de meu leito,
Engasta melodias, acomoda-se
À superfície seca de meu pleito
Litígio de minhas controvérsias,
Preciosas pedras,
Sinistras em meu peito,
Traçantes em meus pesadelos,
Celestiais cortantes à eito,
Bestiais burbúrios afiados,
Ferem a contestação postergada,
Dissimulada, de sonhos inventados,
Talham-a, que jaz petrificada,
Litigosa, pacificada,
E brotam à face, deflagrada
Bestial combusto, controverso
Em minha face, possessa
De meus versos, controversa
De demônios, contra os versos
No colosso, de meus versos
E acordo, glorificado
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
E não coube em mim...
Cataclismos, logro de minha loucura,
Gozo da branquidão que suscita
Solidão que ri, mudamente, e atura
Gritos de minha imaginação, astuta,
Dessecamento biruta, de mim,
Feneço em esquecimento, e no fim
O auscuto de mim, e o fim, refuta-o,
Em déja vu da solidão
Memórias alegres há e virão,
Em minha praça, um boa praça,
Minha ágora, tua pirraça
E cabe a ti meus sofismas
Cataclismos, logro de minha loucura,
Gozo da branquidão que suscita
Solidão que ri, mudamente, e atura
Gritos de minha imaginação, astuta,
Dessecamento biruta, de mim,
Feneço em esquecimento, e no fim
O auscuto de mim, e o fim, refuta-o,
Em déja vu da solidão
Memórias alegres há e virão,
Em minha praça, um boa praça,
Minha ágora, tua pirraça
E cabe a ti meus sofismas
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Àtropos
Fictícia fantasia,
Da vanglória obscura,
Matriz da utopia,
Obscena e impura
Geratriz da loucura,
À justiça cega,
Dos homens de almas criadas,
Liberdades silenciadas
Alquimistas da conjuntura,
Hereges da vida
Engenheiros da morte,
Condutos da sorte,
Como bem convém,
Obscena e imunda
Para a desumanidade,
Só lhe reservo meu repugno,
E dedico a minha decepção,
À humanidade, incoercível,
Em pura irracionalidade, ilesa,
Palpável, suscitada, coesa,
Em seu caráter irascível,
Nesse amortecer da racionalidade
Minha sanidade em cinzas,
Plurais, em desgraças,
Geradas em plural, de fumaças,
Como a Fênix, em brasas
Seus olhos acinzentados,
Singularíssimos de morte,
Eternamente sem sorte,
Indesejadamente esvaídos
Singulares olhos calados,
À Nostalgia do escarlate,
Vivez, perdida em ânsia,
Exaurida, nata ao silêncio
Verdade tal qual é pura,
Assim como a morte,
E a liberdade, nua e crua,
Divina e inflexível, Átropos,
A única verdade obscura
Fictícia fantasia,
Da vanglória obscura,
Matriz da utopia,
Obscena e impura
Geratriz da loucura,
À justiça cega,
Dos homens de almas criadas,
Liberdades silenciadas
Alquimistas da conjuntura,
Hereges da vida
Engenheiros da morte,
Condutos da sorte,
Como bem convém,
Obscena e imunda
Para a desumanidade,
Só lhe reservo meu repugno,
E dedico a minha decepção,
À humanidade, incoercível,
Em pura irracionalidade, ilesa,
Palpável, suscitada, coesa,
Em seu caráter irascível,
Nesse amortecer da racionalidade
Minha sanidade em cinzas,
Plurais, em desgraças,
Geradas em plural, de fumaças,
Como a Fênix, em brasas
Seus olhos acinzentados,
Singularíssimos de morte,
Eternamente sem sorte,
Indesejadamente esvaídos
Singulares olhos calados,
À Nostalgia do escarlate,
Vivez, perdida em ânsia,
Exaurida, nata ao silêncio
Verdade tal qual é pura,
Assim como a morte,
E a liberdade, nua e crua,
Divina e inflexível, Átropos,
A única verdade obscura
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Noite simples e clara
Nos subúrbios da cidade
Embriagada luz amarela,
Que me torna ébrio
Com um simples toque
De sua alegre cordialidade
E me afaga com um calor maternal
Em um bar e sua hospitalidade
Matriz da noite, dançando à passos discretos
Ao som de um saxofone
Através da monotonia de uma madrugada
E a própria lua
Como ''O Flautista de Hamelin''
Nos hipnotiza com sua música dançante
E atrai, essa sereia, nua e crua
Ao júbilo de estrelas e anjos
Ressaca do mar
Ressaca dos homens
Esplendorosa fonte de inspiração
E tantos homens a tentam conquistar
E tantos homens a tentam esquecer
Num ritual de ilusão
Através de uma monótona madrugada
Em um wonderful world
Ah, quem me dera.
E que façamos um brinde a ela
Nos subúrbios da cidade
Embriagada luz amarela,
Que me torna ébrio
Com um simples toque
De sua alegre cordialidade
E me afaga com um calor maternal
Em um bar e sua hospitalidade
Matriz da noite, dançando à passos discretos
Ao som de um saxofone
Através da monotonia de uma madrugada
E a própria lua
Como ''O Flautista de Hamelin''
Nos hipnotiza com sua música dançante
E atrai, essa sereia, nua e crua
Ao júbilo de estrelas e anjos
Ressaca do mar
Ressaca dos homens
Esplendorosa fonte de inspiração
E tantos homens a tentam conquistar
E tantos homens a tentam esquecer
Num ritual de ilusão
Através de uma monótona madrugada
Em um wonderful world
Ah, quem me dera.
E que façamos um brinde a ela
O violão não está em minhas mãos
Porque o pôr-do-sol está atrás da parede?
Dedilho o ar num intento mudo,
Escuto o burbúrio como se fosse eu
Atrás da parede
Passarinhos solidários
Que me ajudam num momento de solidão
Tão felizes por si mesmos
Tão despreocupados por si mesmos,
E ainda cantam uma canção
Por trás da parede
É só seguir os passarinhos,
Hostis mazelas postas de lado,
Afinal, livre
É só se soltar dessas paredes
É só abrir a porta
Preocupações mundanas
São palpáveis de mais,
Alcançáveis demais,
Procurarei eu o inefável
Indizível em palavras
A serenata da natureza
A ópera lindamente desorganizada
Dos passarinhos que cantam a canção
Pôr-do-sol
Que ilumine essa sombra
Que eu ilumine essa sombra
E atravesse as paredes
Num rumo errante e sempre
E que as paredes me digam adeus
Porque o pôr-do-sol está atrás da parede?
Dedilho o ar num intento mudo,
Escuto o burbúrio como se fosse eu
Atrás da parede
Passarinhos solidários
Que me ajudam num momento de solidão
Tão felizes por si mesmos
Tão despreocupados por si mesmos,
E ainda cantam uma canção
Por trás da parede
É só seguir os passarinhos,
Hostis mazelas postas de lado,
Afinal, livre
É só se soltar dessas paredes
É só abrir a porta
Preocupações mundanas
São palpáveis de mais,
Alcançáveis demais,
Procurarei eu o inefável
Indizível em palavras
A serenata da natureza
A ópera lindamente desorganizada
Dos passarinhos que cantam a canção
Pôr-do-sol
Que ilumine essa sombra
Que eu ilumine essa sombra
E atravesse as paredes
Num rumo errante e sempre
E que as paredes me digam adeus
domingo, 29 de novembro de 2009
O Pato
palmatória na mão
quadro negro e uma incerteza
resquícios de minha incólume rebeldia
que formigam em meu cérebro
como uma planta a se regar
como uma ideologia a se arregrar
abafada por essa cascata de anti-ideias
presa por uma única porta
quase uma porta de hospício
que delimita o auspício
o augúrio de uma corneta
que mete medo em qualquer infante
escravo submisso à algo que ele não vê
principal pregador do que ele não tateia
eficiente instrumentista do que não escuta
errante que sustenta o próprio erro
errante como eu
errado como eu
que nasci com esse grilhão
próprio erro como à um prisioneiro
que duvida da justiça posta
prisioneiro como eu
que não sou mas é,
errado e errante
nessa cadeia diferente
que é mas não é,
onde são invisíveis as algemas
onde não visíveis são as grades - ou nem tanto
onde o criminoso é bem pago
ou não?
e a vítima é que paga,
o pato ...que acaba sendo.
palmatória na mão
quadro negro e uma incerteza
resquícios de minha incólume rebeldia
que formigam em meu cérebro
como uma planta a se regar
como uma ideologia a se arregrar
abafada por essa cascata de anti-ideias
presa por uma única porta
quase uma porta de hospício
que delimita o auspício
o augúrio de uma corneta
que mete medo em qualquer infante
escravo submisso à algo que ele não vê
principal pregador do que ele não tateia
eficiente instrumentista do que não escuta
errante que sustenta o próprio erro
errante como eu
errado como eu
que nasci com esse grilhão
próprio erro como à um prisioneiro
que duvida da justiça posta
prisioneiro como eu
que não sou mas é,
errado e errante
nessa cadeia diferente
que é mas não é,
onde são invisíveis as algemas
onde não visíveis são as grades - ou nem tanto
onde o criminoso é bem pago
ou não?
e a vítima é que paga,
o pato ...que acaba sendo.
Tic-Tac, Tic-Tac
O tempo passa, olha a hora
Um alvorecer de mais um dia
E o sepultamento inevitavelmente irredutível
De mais um pôr-do-sol
Que é o bem feito do inexistente
Apenas bem feito para uns,
Feito do invisível para outros
Como um calote eterno da vida
Passar para trás o que não passou
Mas seria tolice pensar que o tempo foi feito para o homem
Humano, apenas mais uma obra do mistério
Existente entre a humanidade e a verdade absoluta
Só resta esperar...
Apenas o alvorecer de mais um dia
Siga o sol se tiver curiosidade
Feche os olhos
Talvez lhe abstenha da liberdade,
De escolher o único caminho possível
O sol, sábio, em seu trono cósmico,
Continuará sua viajem, zombando
Da ignorância do homem, que se esconde
Das únicas coisas que realmente lhe pertencem
Como um efeito colateral da existência:
- A vida e a morte
O tempo passa, olha a hora
Um alvorecer de mais um dia
E o sepultamento inevitavelmente irredutível
De mais um pôr-do-sol
Que é o bem feito do inexistente
Apenas bem feito para uns,
Feito do invisível para outros
Como um calote eterno da vida
Passar para trás o que não passou
Mas seria tolice pensar que o tempo foi feito para o homem
Humano, apenas mais uma obra do mistério
Existente entre a humanidade e a verdade absoluta
Só resta esperar...
Apenas o alvorecer de mais um dia
Siga o sol se tiver curiosidade
Feche os olhos
Talvez lhe abstenha da liberdade,
De escolher o único caminho possível
O sol, sábio, em seu trono cósmico,
Continuará sua viajem, zombando
Da ignorância do homem, que se esconde
Das únicas coisas que realmente lhe pertencem
Como um efeito colateral da existência:
- A vida e a morte
sábado, 28 de novembro de 2009
Quando olho para as estrelas pergunto-lhes:
qual o nome do teu brilho?
Quando imagino a aurora boreal,
quais são as palavras?
No La La La
Onde está o propósito?
Em terra de Beethoven,
surdo é o propósito do La La La
Se olho pros teus olhos,
aonde está o significado?
Se encaro as reticências,
aonde estão as entrelinhas?
Para olhar o inverso,
como sem o verso,
Para meditar o universo.
Em minha umbra
Crio os quadros que eu quiser
No escuro, ninguém se importa
Cada com sua imaginação
Se eu quiser um Om
Ou alguma psicodélisse qualquer
Nessa psicodélica penumbra dentro da minha cabeça
Onde está a harmonia da minha desarmonia?
Onde está a inspiração do meu universo
onde está ''o eu'' na minha desarmonia?
No universo do me verso
No inverso da minha desarmonia
Na interrogação da minha exclamação
Na Quimera das minhas aspirações,
Quando não souber a gente inventa.
qual o nome do teu brilho?
Quando imagino a aurora boreal,
quais são as palavras?
No La La La
Onde está o propósito?
Em terra de Beethoven,
surdo é o propósito do La La La
Se olho pros teus olhos,
aonde está o significado?
Se encaro as reticências,
aonde estão as entrelinhas?
Para olhar o inverso,
como sem o verso,
Para meditar o universo.
Em minha umbra
Crio os quadros que eu quiser
No escuro, ninguém se importa
Cada com sua imaginação
Se eu quiser um Om
Ou alguma psicodélisse qualquer
Nessa psicodélica penumbra dentro da minha cabeça
Onde está a harmonia da minha desarmonia?
Onde está a inspiração do meu universo
onde está ''o eu'' na minha desarmonia?
No universo do me verso
No inverso da minha desarmonia
Na interrogação da minha exclamação
Na Quimera das minhas aspirações,
Quando não souber a gente inventa.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Quem luta contra moínhos
Necessariamente está contra o vento?
Qual o sentido, deste sentido?
Porque não me deixam, lutar
Por apenas lutar
Mesmo que seja inútil
Depois que pareça fútil
Você, me diga, és um bobo
E então, com quem luto?
Esses moinhos
Com suas pás trituradoras
Sempre seguindo, sempre num sentido
Mas qual sentido?
O meu sentido é outro
A minha música é outra
Não deixo esvaziar meus sonhos
Não sonho triturar meus sentidos
Não sinto meus sentidos
Nesse sentido,
Tido como sentido,
Sem sentido para mim
Porque esses moínhos parecem tão perigosos.
Necessariamente está contra o vento?
Qual o sentido, deste sentido?
Porque não me deixam, lutar
Por apenas lutar
Mesmo que seja inútil
Depois que pareça fútil
Você, me diga, és um bobo
E então, com quem luto?
Esses moinhos
Com suas pás trituradoras
Sempre seguindo, sempre num sentido
Mas qual sentido?
O meu sentido é outro
A minha música é outra
Não deixo esvaziar meus sonhos
Não sonho triturar meus sentidos
Não sinto meus sentidos
Nesse sentido,
Tido como sentido,
Sem sentido para mim
Porque esses moínhos parecem tão perigosos.
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