domingo, 6 de dezembro de 2009

A chuva crava em face,
Face de terra, face de meu leito,
Engasta melodias, acomoda-se
À superfície seca de meu pleito
Litígio de minhas controvérsias,
Preciosas pedras,
Sinistras em meu peito,
Traçantes em meus pesadelos,
Celestiais cortantes à eito,
Bestiais burbúrios afiados,
Ferem a contestação postergada,
Dissimulada, de sonhos inventados,
Talham-a, que jaz petrificada,
Litigosa, pacificada,
E brotam à face, deflagrada
Bestial combusto, controverso
Em minha face, possessa
De meus versos, controversa
De demônios, contra os versos
No colosso, de meus versos
E acordo, glorificado