Quando olho para as estrelas pergunto-lhes:
qual o nome do teu brilho?
Quando imagino a aurora boreal,
quais são as palavras?
No La La La
Onde está o propósito?
Em terra de Beethoven,
surdo é o propósito do La La La
Se olho pros teus olhos,
aonde está o significado?
Se encaro as reticências,
aonde estão as entrelinhas?
Para olhar o inverso,
como sem o verso,
Para meditar o universo.
Em minha umbra
Crio os quadros que eu quiser
No escuro, ninguém se importa
Cada com sua imaginação
Se eu quiser um Om
Ou alguma psicodélisse qualquer
Nessa psicodélica penumbra dentro da minha cabeça
Onde está a harmonia da minha desarmonia?
Onde está a inspiração do meu universo
onde está ''o eu'' na minha desarmonia?
No universo do me verso
No inverso da minha desarmonia
Na interrogação da minha exclamação
Na Quimera das minhas aspirações,
Quando não souber a gente inventa.