quinta-feira, 1 de abril de 2010

Andavas com punhos nos bolsos rasgados,
Trapos indiferentes às carcomidas de outrem,
Nascidos aos restos sob os defuntos negados,
Aos vermes, cunho a que te acorrentem,
Nos postes multi-cores dos ratos, teus renegados,
De tuas tripas, pobre fado aos fatos, famintos,
Aos teus fluídos trocados, tua vergonha,
Pelos abortados ao rito, selvagens dos mitos

Em doença explana queimaram-se às fogueiras,
Onipotência em dança, choraram em gargalhadas,
Chocaram-se as flamas, agora em curvas gralhadas,
Arderam em chamas, labora às purezas em clama
Da última profanação, graça às potreias inflamas,
Vinho à heresia mundana, teu fluído perdido,
A dor aos vermes infaustos, teu fado garrido,
Grito de sangue, batismo em graças cortantes

Eu andava com bolsos nos punhos rasgados
De outrem indiferentes a teus trapos carcomidos,
Defuntos nascidos aos restos negados
Dos vermes, cunho aos meus restos fugidos,
Queimados na graça de belos suspiros,
Morridos na pirraça ao enfermos famintos,
Das minhas tripas póstumas das chamas, o grito,
Em cinzas dos meus vermes partidos - os meus suplícios