sábado, 10 de abril de 2010

Antropolatrias ao antro das egofagias

- Luto com os galhos na terra dos cegos. Perco-me na sofreguidão apressada, ao meu sangue a ânsia, de manchar com o rútilo que os olhos veem, mas não dizem. Insepulto, eu às amarras danço freneticamente, ao abafo das prosápias, linhagem das sordidezes; Ó malfadas mequetrefes!
- Toma a potreia de minha graveolência, fetiche à tuas hipérboles bêbadas, e caia na solicitude inimiga à ânsia, ambígua aos caprichos, galhos que só te ferem, fidalgos a que predizem, eu, a morte fantasiada, a boceta de pandora.
- A escuridão do érebo e onírico se vicia, em alegoria às cores de minha completa alforria. Lamúria à verve da verte em poesia, razão súdita à razão, revelia revés ao desaire, da dicotomia de minha sede, à panaceia perdida do meu existir, teu porvir, nosso fugir, à latria de nossa existência. E nem vivo, e nem morro.