terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Barco maluco, de todos os céus e todos os mares
de sete ventos proa e de sete léguas profundas,
O covil àqueles que não se curam, àqueles que não balançam
À música do mar, cântico dos anjos e pedestal aos deuses perdidos,
Presos, acorrentados, às sete léguas que se afastam,
Muito mais, e mais, de ti como se não houvesse mais importância

Barco à todos mares e de todas marés, palavras de um poema excêntrico,
Cortador tal as gaivotas que fluem, mar adentro, recital às músicas que sempre dormem,
dentro desse mar que tu corta
Arma em mãos de quem chora, rumo ao vão de quem clama, um lugar como esse
De céu, mar, lua e sol, tal qual o rumo do barco maluco, dentro desse mar que tu corta