sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pelas marés e danças adentro ao abandono
Paz entorpecida nos passos de bailarinas silentes
Ecos nas que parecem dúbias salientes
Vazio ao que aparece, em vãs palmas carentes
Invisível em que fenece, ansa à podridão que lhe intima

Convido à dança antes que ela me faça
Me carrego à lua cantando à que me silencie
Séquito em mesmo que indubitavelmente me conquiste,
Em cortejo, ao que travo e entravo em passos descrentes,
O empunho da faca em meus pulsos, nobre marionete de mim

Então sigo-a à sarjeta
Então danço em seus passos
Então lanço de lágrimas e ás lastimas,
Nobre marionete de mim,
E a dança continua