Nas lacunas que surgem como rachaduras dessa vida imprestável eu reflito e decaio; os breves momentos de introspecção me fazem entristecer tanto pela culpa de não tê-los tido antes quanto pelo triste e inevitável fim dos meus devaneios.
Mas vou construindo, à medida que se destroem os alicerces que me confortam, uma espécie de homem que eu quero ser, uma projeção perfeita que não passa de uma efêmera quimera. E por não passar disso, felicito-me já que a realidade não passa de uma eterna sensação de tédio que quando não lateja é latente. Não vou sujeitar o meu eu imaginário a esses grilhões.
Por que fui triste eu refleti, e por refletir eu fiquei triste. Não me desfaço dos grilhões porque até agora, como em última esperança, me agarrei num arquétipo esquizofrênico de um" eu" que não suporta o curral de cordeiros que caminham ao juízo final.
Desse "eu" eu vou fugindo até que não me restem esperanças nessa corja, ao mesmo tempo que dessa corja eu o resgato como se buscasse a mim mesmo na condicional de retornar à prisão.
Não sou homem de verdade e tenho medo do lado de fora. Serei homem quando for um só ou quando a minha efêmera quimera se cristalizar por cima desse véu de objetividades, pragmatismos e metas.
Mas sou menino de verdade por crescer toda vez que enxergo, lá de trás das brumas, um porto seguro e um braço que me alçaria dessa tempestade que já afogou a tantos.
Talvez a realidade seja apenas um conceito que inventaram pra a gente achar que não deve fazer o que sempre deveríamos ter feito;
talvez o conforto seja apenas um confeito que inventaram pra a gente achar que vale a pena não sair quando nunca deveríamos ter entrado;
talvez a tristeza seja apenas um conforto que inverteram pra a gente não achar o conceito que faz ser feliz nas intempéries;
talvez a poesia seja apenas um efeito dos que subverteram a gente perdida no tempo.
Sou triste mas não amo e nem lamento, não sou homem mas me prezo ao relento meninesco e tempestuosamente imprevisível que me dá essa característica de menino.
Sou possivelmente o mais perdido dos perdidos mas ainda bem que encontro, nessa mente minha, algo que me suporta nessa tormenta.
Talvez ser homem seja apenas quando um homem desiste de ser homem, resiste e esquece de pensar como um homem.
Talvez a felicidade seja apenas quando conseguem inverter a tristeza inerente de viver não vivendo.
E num vai-e-vem, poeticamente, o menino feliz dentro desse homem triste que viro se contorce e se liberta, genuinamente menino.
Mas vou construindo, à medida que se destroem os alicerces que me confortam, uma espécie de homem que eu quero ser, uma projeção perfeita que não passa de uma efêmera quimera. E por não passar disso, felicito-me já que a realidade não passa de uma eterna sensação de tédio que quando não lateja é latente. Não vou sujeitar o meu eu imaginário a esses grilhões.
Por que fui triste eu refleti, e por refletir eu fiquei triste. Não me desfaço dos grilhões porque até agora, como em última esperança, me agarrei num arquétipo esquizofrênico de um" eu" que não suporta o curral de cordeiros que caminham ao juízo final.
Desse "eu" eu vou fugindo até que não me restem esperanças nessa corja, ao mesmo tempo que dessa corja eu o resgato como se buscasse a mim mesmo na condicional de retornar à prisão.
Não sou homem de verdade e tenho medo do lado de fora. Serei homem quando for um só ou quando a minha efêmera quimera se cristalizar por cima desse véu de objetividades, pragmatismos e metas.
Mas sou menino de verdade por crescer toda vez que enxergo, lá de trás das brumas, um porto seguro e um braço que me alçaria dessa tempestade que já afogou a tantos.
Talvez a realidade seja apenas um conceito que inventaram pra a gente achar que não deve fazer o que sempre deveríamos ter feito;
talvez o conforto seja apenas um confeito que inventaram pra a gente achar que vale a pena não sair quando nunca deveríamos ter entrado;
talvez a tristeza seja apenas um conforto que inverteram pra a gente não achar o conceito que faz ser feliz nas intempéries;
talvez a poesia seja apenas um efeito dos que subverteram a gente perdida no tempo.
Sou triste mas não amo e nem lamento, não sou homem mas me prezo ao relento meninesco e tempestuosamente imprevisível que me dá essa característica de menino.
Sou possivelmente o mais perdido dos perdidos mas ainda bem que encontro, nessa mente minha, algo que me suporta nessa tormenta.
Talvez ser homem seja apenas quando um homem desiste de ser homem, resiste e esquece de pensar como um homem.
Talvez a felicidade seja apenas quando conseguem inverter a tristeza inerente de viver não vivendo.
E num vai-e-vem, poeticamente, o menino feliz dentro desse homem triste que viro se contorce e se liberta, genuinamente menino.