A janela passa entre as nuvens ao vento,
Uma ave canta, pássaro minguado ao relento,
Ao espinho que fere, e ao mesmo que lhe custe o veneno,
Desta rosa, a que te explana, égide ao que te reste obsceno
Que ressoa, dentre as traves obsecas em espanto
Da sujeira, que plana sob mar calado ao alento,
Do arranha céu que entoa, à esmo que lhe pague em desatento,
O sonho, a que se desperta, plectro em que te preste ao julgamento
Á rosa, que esmera ao estro em devaneio,
Ou à rosa em que entraves resto em descreio,
Credo, ao que espinho corta aos céus de véus esteio,
Veneno, veste vinho incauto tal a ledo saboreio
Custe ao que preste à tal preço a desvelo,
Cauta enseja à ruína a que ostente repelo,
Única rosa a que prostro curvo lhe pretende,
Floresça tal estro a que em sonho de ti recende
Ao celeste destro ao que tange em sol poente,
Cerce à raia inebria a que caia em decadente,
Pouse em lese e foge, à ressaca em laia descrente,
Cresce à jóia ingrata, a raia que te forje em ridente