"A"
O meio é o final,
O final tem o fim,
O começo é o afinal,
Então ignoremos o MIM
Então brindemos sempre
E seremos sempre
Disto emana a vontade própria
EU estarei, e serei também
E lembre, o final pode ser só o começo,
Várias estradas em uma só
E então o fim nunca virá
sábado, 30 de janeiro de 2010
Andante
Assovio olhando para os lados,
A estrada não parece ser a mesma,
O céu não parece ser o mesmo,
E aí eu percebo:
Eu não sou mais eu,
Eu sou a estrada,
Eu sou o caminho,
E como tantas vezes não percebi,
Tantas estradas em uma só,
Tantos sóis rodeados de nuvens e pássaros,
Sempre o lindo e belo sol,
Esperando por sua amada e bela,
E eu caminhando na estrada
Assovio olhando para os lados,
A estrada não parece ser a mesma,
O céu não parece ser o mesmo,
E aí eu percebo:
Eu não sou mais eu,
Eu sou a estrada,
Eu sou o caminho,
E como tantas vezes não percebi,
Tantas estradas em uma só,
Tantos sóis rodeados de nuvens e pássaros,
Sempre o lindo e belo sol,
Esperando por sua amada e bela,
E eu caminhando na estrada
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Fuga de Tema
Em minha cabeça explodem imagens de meu mundo imaginário. Ainda bem que ninguém pode ler minha mente, se não eu estaria fodido. Quando passa aquela gostosa na minha frente, ou quando a imaginar as coisas mais terríveis, a morte de um amigo, a morte de um sonho, a minha morte. As coisas mais triviais também, que possivelmente nem entram no "enredo" da vida. Quando a imaginar da estigma a que cerca Deus(deus, caso prefira), e sua irrelevância(do estigma, claro). Será que Ele(ele, se for melhor) lê a minha mente? Será que ele me vê praticando os sete pecados capitais em minha imaginação? E vão me dizer que o homem tem os pensamentos descontrolados, não responde por eles. E vão me dizer que o homem vale pelos seus atos, e nada mais. E eu digo a eles: porra nenhuma.
As vezes me pego numa de ficar me deliciando com as maravilhas às quais alcanço com meus curtos braços, e longos pensamentos. E isso vale? E isso me traz alguma coisa? É aí que fica a dúvida. Quanto vale o pensamento quando o seu ato traz coisas ruins? Traz coisas "pecaminosas"? E o contrário, quando seu ato traz coisas boas, mas seus pensamentos não. Um exemplo é a resposta de porque eu não quero ficar rico, mesmo na minha singela interpretação. Eu não quero dar a chance de sentirem inveja de mim, a ganância, para ser mais exato. Eu sinceramente odeio a ganância. Até no pensamento. Eu quero apenas entregar às pessoas a minha sincera amizade. Eu repudio a amizade comprada. Outro exemplo é o porque de eu odiar o assistencialismo ascensional. Nome feio pra caralho né? Admito que fui ao dicionário. Além de seu significado depreciativo, ele já é duas merdas em uma. Primeiro porque ele não passa de um pão envenenado."Tome alimento mas me dê a chave de sua prisão". Outra porque ele esconde completamente o verdadeiro significado do pensamento pelo ato, aos incautos ignorantes que o chamam de bom. E, não raro, até para os próprios que atuam em tal "solidariedade". É por isso que a humanidade está perdida. Igual a minha cadela, faz merda e não sabe que fez. É claro que não podemos generalizar, às vezes acho que minha cadela realmente está ficando inteligente e madura, que há razão em seus atos.
Eu sou adepto ao que dizem sobre a não importância dos heróis, mas sim do exemplo deles, não deles mesmos. Jesus era um cara legal, que fazia coisas legais e bem provavelmente pensava e ansiava por isso. E eu o considero um herói, não porque ele me favoreceu necessariamente, mas pelos seus atos e sua vida. O problema está em porque eu atribuí isto a ele. Um herói pra mim é aquele que salva, que ajuda por um determinado tempo. Aí já fica o limite. É nessas horas que concordo com o grande Bigodudo: O último cristão morreu na cruz. Agora Jesus é uma lembrança, um exemplo a ser seguido, mas ninguém(tá, sem generalização)se confia em tal saga. É difícil demais para essa humanidade corrompida, é mais fácil seguir a religião do consumo, o dogma da ignorância, a falácia à obediência passiva e inerente. Eu sigo a loucura. A loucura que me cede momentos de alegria, mesmo que imaginária. A loucura que rompe por um tempo esse peso da ignorância. Jesus era um louco,e eu quero ser louco como ele, de acreditar na escória. Ou não. Não quero ser um messias fracassado, quero que a loucura tome aos outros, e que eles me compreendam, e não me sigam, mas tomem seu próprio caminho, e me afundem no esquecimento caso eu me corrompa. Então não custa tentar.
Em minha cabeça explodem imagens de meu mundo imaginário. Ainda bem que ninguém pode ler minha mente, se não eu estaria fodido. Quando passa aquela gostosa na minha frente, ou quando a imaginar as coisas mais terríveis, a morte de um amigo, a morte de um sonho, a minha morte. As coisas mais triviais também, que possivelmente nem entram no "enredo" da vida. Quando a imaginar da estigma a que cerca Deus(deus, caso prefira), e sua irrelevância(do estigma, claro). Será que Ele(ele, se for melhor) lê a minha mente? Será que ele me vê praticando os sete pecados capitais em minha imaginação? E vão me dizer que o homem tem os pensamentos descontrolados, não responde por eles. E vão me dizer que o homem vale pelos seus atos, e nada mais. E eu digo a eles: porra nenhuma.
As vezes me pego numa de ficar me deliciando com as maravilhas às quais alcanço com meus curtos braços, e longos pensamentos. E isso vale? E isso me traz alguma coisa? É aí que fica a dúvida. Quanto vale o pensamento quando o seu ato traz coisas ruins? Traz coisas "pecaminosas"? E o contrário, quando seu ato traz coisas boas, mas seus pensamentos não. Um exemplo é a resposta de porque eu não quero ficar rico, mesmo na minha singela interpretação. Eu não quero dar a chance de sentirem inveja de mim, a ganância, para ser mais exato. Eu sinceramente odeio a ganância. Até no pensamento. Eu quero apenas entregar às pessoas a minha sincera amizade. Eu repudio a amizade comprada. Outro exemplo é o porque de eu odiar o assistencialismo ascensional. Nome feio pra caralho né? Admito que fui ao dicionário. Além de seu significado depreciativo, ele já é duas merdas em uma. Primeiro porque ele não passa de um pão envenenado."Tome alimento mas me dê a chave de sua prisão". Outra porque ele esconde completamente o verdadeiro significado do pensamento pelo ato, aos incautos ignorantes que o chamam de bom. E, não raro, até para os próprios que atuam em tal "solidariedade". É por isso que a humanidade está perdida. Igual a minha cadela, faz merda e não sabe que fez. É claro que não podemos generalizar, às vezes acho que minha cadela realmente está ficando inteligente e madura, que há razão em seus atos.
Eu sou adepto ao que dizem sobre a não importância dos heróis, mas sim do exemplo deles, não deles mesmos. Jesus era um cara legal, que fazia coisas legais e bem provavelmente pensava e ansiava por isso. E eu o considero um herói, não porque ele me favoreceu necessariamente, mas pelos seus atos e sua vida. O problema está em porque eu atribuí isto a ele. Um herói pra mim é aquele que salva, que ajuda por um determinado tempo. Aí já fica o limite. É nessas horas que concordo com o grande Bigodudo: O último cristão morreu na cruz. Agora Jesus é uma lembrança, um exemplo a ser seguido, mas ninguém(tá, sem generalização)se confia em tal saga. É difícil demais para essa humanidade corrompida, é mais fácil seguir a religião do consumo, o dogma da ignorância, a falácia à obediência passiva e inerente. Eu sigo a loucura. A loucura que me cede momentos de alegria, mesmo que imaginária. A loucura que rompe por um tempo esse peso da ignorância. Jesus era um louco,e eu quero ser louco como ele, de acreditar na escória. Ou não. Não quero ser um messias fracassado, quero que a loucura tome aos outros, e que eles me compreendam, e não me sigam, mas tomem seu próprio caminho, e me afundem no esquecimento caso eu me corrompa. Então não custa tentar.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A janela passa entre as nuvens ao vento,
Uma ave canta, pássaro minguado ao relento,
Ao espinho que fere, e ao mesmo que lhe custe o veneno,
Desta rosa, a que te explana, égide ao que te reste obsceno
Que ressoa, dentre as traves obsecas em espanto
Da sujeira, que plana sob mar calado ao alento,
Do arranha céu que entoa, à esmo que lhe pague em desatento,
O sonho, a que se desperta, plectro em que te preste ao julgamento
Á rosa, que esmera ao estro em devaneio,
Ou à rosa em que entraves resto em descreio,
Credo, ao que espinho corta aos céus de véus esteio,
Veneno, veste vinho incauto tal a ledo saboreio
Custe ao que preste à tal preço a desvelo,
Cauta enseja à ruína a que ostente repelo,
Única rosa a que prostro curvo lhe pretende,
Floresça tal estro a que em sonho de ti recende
Ao celeste destro ao que tange em sol poente,
Cerce à raia inebria a que caia em decadente,
Pouse em lese e foge, à ressaca em laia descrente,
Cresce à jóia ingrata, a raia que te forje em ridente
Uma ave canta, pássaro minguado ao relento,
Ao espinho que fere, e ao mesmo que lhe custe o veneno,
Desta rosa, a que te explana, égide ao que te reste obsceno
Que ressoa, dentre as traves obsecas em espanto
Da sujeira, que plana sob mar calado ao alento,
Do arranha céu que entoa, à esmo que lhe pague em desatento,
O sonho, a que se desperta, plectro em que te preste ao julgamento
Á rosa, que esmera ao estro em devaneio,
Ou à rosa em que entraves resto em descreio,
Credo, ao que espinho corta aos céus de véus esteio,
Veneno, veste vinho incauto tal a ledo saboreio
Custe ao que preste à tal preço a desvelo,
Cauta enseja à ruína a que ostente repelo,
Única rosa a que prostro curvo lhe pretende,
Floresça tal estro a que em sonho de ti recende
Ao celeste destro ao que tange em sol poente,
Cerce à raia inebria a que caia em decadente,
Pouse em lese e foge, à ressaca em laia descrente,
Cresce à jóia ingrata, a raia que te forje em ridente
Assinar:
Comentários (Atom)